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INSPIRAÇÃO: Lição de vida em cima do pole dance

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Foto: Diego Forero/Divulgação

“É muito difícil você me ver triste. Por conta do meu acidente passei a viver vida com mais intensidade. Eu gosto muito de viver. Não acho que por conta da minha deficiência os desafios sejam piores pra mim do que pra qualquer pessoa. Por conta deu não ter a perna, a minha vida não tem mais desafios que a sua. Desafio tem pra todo mundo e isso depende da forma que você receba e encare. Desafios não me intimidam”. As palavras que você leu agora foram ditas pela fisioterapeuta Kayane Carneiro, 30 anos.

No dia 27 de dezembro de 1999, aos 10 anos, um bloco de prédio caiu em cima da perna dela, em Olinda. A criança que brincava no local do acidente não conseguiu correr a tempo, teve a perna esmagada por uma viga e desde então a vida mudou. Mas não para pior. No último fim de semana ela participou do Regional Norte de Jiu-Jítsu, Paradesportivo 2020, e foi aplaudida pelas centenas de pessoas de vários pontos do Brasil que estavam no Centro de Convenções Vasco Vasquez, após fazer sua primeira apresentação pública de pole dance para a plateia boquiaberta.

Foto: Diego Forero/Divulgação

O acidente levou Kayane para a fisioterapia. “Tenho vontade de ajudar as pessoas” e fez dela um exemplo de força. Hoje ela trabalha, dirige, namora e faz do pole dance uma atividade de vida. Se muitas pessoas sem nenhum tipo de deficiência reclamam de acordar cedo, fazer atividades domésticas, enfrentar problemas no trabalho, em casa e na família, para Kayane nada é abalo. “O acidente que eu sofri atingiu a artéria femural. Quando eu acordei no hospital, sem saber que tinha perdido a perna, vi pela televisão o acidente e descobri pelo jornal o que havia acontecido. Minha mãe começou a chorar e eu disse a ela que não ficasse daquele jeito. Só perguntei se ela me amaria sem a perna. Era a única preocupação”.

Foto: Diego Forero/Divulgação

ABNEGADA

O desafio de entrar no pole dance motivou Kayane a usar a força que tem no dia-a-dia para provar que é capaz. “Faço aula com as meninas que são normais, por assim dizer. Não foi fácil a primeira aula, mas o desafio de fazer a aulas, que nunca são iguais, me encantou. Não consigo viver sem fazer as aulas”. Kayane se acostumou e acostumou os outros a olhar para ela como uma pessoa normal. “Não lembro de momentos de tristeza por ter perdido as pernas. A psicóloga sempre disse para minha mãe me tratar como uma pessoa normal”. E assim tem sido.

Foto: Diego Forero/Divulgação

Entre movimentos no pole dance e a vontade de ajudar os outros e viver, Kayane encontrou na fisioterapia uma extensão da vida. “Sempre tive um fisioterapeuta ao meu lado me fazendo evoluir. Então tive vontade de fazer o mesmo para o próximo”.  Para quem enfrentou desafios do tamanho que muitos jamais passarão a vida toda, Kayane tem um sonho. “Que eu nunca precise me limitar e que todas as pessoas amputadas e com deficiência no geral tenhas as mesmas oportunidade que eu tive. Que as pessoas consigam aproveitar a vida”.

Foto: Diego Forero/Divulgação

Fonte: Maskate News

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