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A lógica perversa do governo Wilson Lima com a Saúde
Essa conta não fecha

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“É importante deixar claro que, desde que eu assumi, no dia 1º de janeiro de 2019, nenhum servidor público teve salário atrasado. Nenhum servidor público da área de saúde contratado diretamente pelo Governo do Estado do Amazonas tem salário atrasado”. A declaração do governador Wilson Lima foi enviada às redações dos jornais do Amazonas nesta segunda-feira pela manhã, na nota em que ele anuncia o pagamento de fevereiro para cooperativas médicas e terceirizados da Saúde.

A lógica matemática do governador para dizer que nada está atrasado é perversa. “Já os valores de março devem ser pagos até o fim de maio. Vale lembrar que os próprios contratos preveem a liquidação do pagamento em até três meses após a prestação do serviço”, diz a nota. Ou seja, se em até três meses ele pagar um, tá tudo certo.

A mesma nota admite que há atrasos de anos anteriores, mas que isso não é culpa do governador, ou seja, ele não pode ser condenado por tal situação. Pobres profissionais da Saúde. Vão cobrar de quem?  “Em relação às cooperativas médicas, o que elas têm de atraso é referente aos anos de 2017 e 2018. Desta administração, as empresas médicas não têm salários atrasados”, informou o governador.

Por fim, Wilson Lima reconhece que há gente sem receber durante sua gestão, mas que, como sempre, a culpa não é dele. “Eu tenho pontualmente alguns atrasos de algumas áreas meios, como maqueiro e de enfermagem. Ressalto que houve uma empresa que nós pagamos e (ela) não repassou aos profissionais e isso acabou caindo sobre as portas do governo, mas eu já mandei fazer o levantamento de tudo para que nós possamos ir pagando paulatinamente, para resolver de vez esse problema”, garantiu.

Wilson Lima determinou pagamento de R$ 60 milhões a cooperativas médicas e terceirizados da saúde, sendo R$ 20 milhões a profissionais das chamadas “áreas meio”, como maqueiros e equipes de conservação e limpeza e mais R$ 40 milhões a cooperativas médicas que prestam serviço para a saúde pública do Estado.

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