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Mulheres na política são mais confiáveis do que homens?

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Manaus, o Amazonas e todo o Brasil, já vive a efervescência da campanha eleitoral. Como acontece a cada eleição, políticos sorriem, apertam mãos, dão abraços, pegam crianças no colo e prometem tudo o que podem e o que não podem. Mesmo com a pandemia, o corpo a corpo está nas ruas. E para as mulheres, há um argumento a mais para pedir votos: representar a ala feminina no poder. Mas elas são melhores do que eles no saco de farinha da política?

Em 1932 as mulheres conquistaram o justo direito de votar. Em 1995, garantiram cota de 20% nas candidaturas dos partidos. Em 1997, esse percentual subiu para 30%. Mas aí ficar pergunta: e daí? Ser mulher significa ser mais honesta, merecer mais a confiança do povo? Ou nesse tabuleiro, quem não jogar o jogo é eliminado?

No Amazonas, temos apenas quatro deputadas estaduais. Mayara Pinheiro, filha de Adail Pinheiro, acusada de aumentar o próprio salário como vice-prefeitura de Coari, ao lado do prefeito, o irmão Adail Filho. Enquadrada pelo MP, que pediu a ela para devolver o dinheiro do povo.

Therezinha Ruiz, a professora que esta semana caiu no desagravo dos professores, após dizer que eles “passaram do limite” ao entrar em greve e invadir a Seduc pedindo o cancelamento das aulas presenciais promovido pelo Governo que ela apóia.

Joana Darc, eleita com cães e gatos no colo, virou líder do Governo Wilson Lima. Lembrando que um deputado é eleito para fiscalizar o Governo, e não para ser o seu porta voz, esta semana foi cobrada publicamente após pedir que Arthur Neto fiscalize o uso das máscaras em Manaus. “E o Wilson Lima, por que você não cobra?”, questionou um cidadão na página da Assembleia Legislativa.

E Alessandra Campêlo. Prima do secretário de Saúde, deu a Wilson Lima uma medalha de “cidadão do Amazonas”, presidiu a Comissão do Impeachment que livrou o Governador da guilhotina.

Diante de um período de eleição e de tanta necessidade de políticas públicas para mulheres, historicamente desvalorizadas, humilhadas e agredidas por homens, fica a pergunta que deve ecoar na mente dos eleitores:

Nossas mulheres na política estão se saindo melhores do que os homens?

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