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Sem emprego, mãe perde marido para Covid, é assaltada e cria filho autista em Manaus

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Em 15 dias, a vida da mãe de família Larissa Cristina De Lima Miranda, 26 anos, virou do avesso. No dia 30 de dezembro seu esposo, o autônomo Sangio Jorge da Costa Botelho, 32 anos, testou positivo para Covid. No dia 14, lamentavelmente ele perdeu a batalha e morreu. Dias depois, ela teve a casa assaltada por bandidos no Coroado. Agora,  desempregada e viúva, tenta criar sozinha seu filho autista, portador de três tipos diferentes de transtorno.

Gabriel Bernardo Miranda de Souza, de 4 anos, mora com a mãe na cozinha localizada no primeiro andar de uma casa no Coroado. Sem dinheiro para o aluguel, ela teve de deixar a residência em que viveu com o marido.

Larissa cuidou do marido durante a Covid

O marginal que assaltou a casa da família enlutada pela Covid levou a única televisão e os brinquedos educativos da criança.  “Eu fiquei muito abatida. Cuidei dele em casa, mas desde o dia em que ele morreu tudo ficou muito difícil. Eu não posso trabalhar, porque preciso cuidar do Gabriel. Ele exige atenção 24 horas. Porque ele tem transtorno de comportamento, e preciso ficar segurando ele o tempo todo, se não ele se morde e se machuca”, afirma.

Hoje a jovem mãe sobrevive dos R$ 40 que o irmão ganha numa padaria e de doações como a que recebeu da ONG Lar de Vitórias, de onde recebeu uma cesta básica, que já está acabando. “Só tenho arroz, feijão e um pedaço de frango em casa.”, revela, aflita por saber que precisa alimentar o filho.

Hoje ela luta para criar Gabriel, que tem autismo. Ela não tem como trabalhar

Na cozinha onde mora, Larissa conta com um banheiro e muito amor e dedicação ao filho. Sangio Jorge morreu em frente ao SPA da Galiléia, para onde ela correu com ele no dia em que o marido perdeu as forças. “Dei duas colheres de abacate para ele, mas percebi que ele não tinha mais forças para abrir a boca”, conta, emocionada.

Larissa e Gabriel hoje precisam de ajuda. Comida, apoio e uma televisão, já que um maldito bandido levou a única distração da criança. “Enquanto ele assistia eu fazia as coisas”, destaca Larissa.

Quem puder ajudar essa família, ligue para Larissa no número 98492-7343. Ou deposite qualquer valor na conta:

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