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Um mês de Covid-19 no Amazonas: despreparo, ameaças e incertezas

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Nesta segunda-feira o Amazonas completa exatamente um mês desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Estado. Neste período, além das 1275 mortes e 71 casos, ficou clara a falta de preparo, organização e a incerteza no sistema de saúde pública do Estado. De médicos pedindo intervenção Federal, a pacientes reclamando da falta de atendimento, a verdade é que o Amazonas não lidera as estatísticas por acaso.

Despreparo evidenciado nos andares vazios do Delphina Aziz, enquanto o governo gasta milhões para alugar o abandonado hospital da Nilton Lins; desorganização comprovada na falta de um hospital de campanha 30 dias depois do início da pandemia, medo generalizado compartilhado por parentes de vítimas nas redes sociais. E uma pergunta sem resposta: porque trocar o secretário de saúde no meio da crise e contratar uma pessoas que não conhece a realidade do Amazonas?

Ainda não chegamos nem perto do pico, e tocar o terror nas pessoas afirmando que “vai morrer gente na rua” e que os amazonenses podem acabar sendo enterrados em valas, como lixo no aterro sanitário, são atestados que o governador Wilson Lima está falhando feio na missão, tanto no trato com o cidadão, como na dosagem do remédio. Inexperiente, Lima não está apagando o incêndio. Quem o conduz no meio desse incêndio só está queimando o filme do Governo.

Wilson se apresentou como o novo, disse que a bronca era com ele, mas da tela da televisão para a cadeira de governador há uma distância do tamanho do planeta Terra, que hoje luta contra o inimigo invisível sem saber como matá-lo. Live no Facebook certamente não vai resolver o problema. Muito menos ameaçar a já castigada saúde psicológica do povo. A Covid-19 gosta de duas coisas: aglomeração e despreparo. Encontrou as duas no Amazonas.

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