
CULTURA – A arte e a cultura têm se consolidado como importantes instrumentos de conscientização ambiental e transformação social. Durante um Fireside Chat, a artista e comunicadora Isabelle Nogueira destacou que a preservação da natureza depende também da capacidade de aproximar as pessoas dos territórios e das histórias que precisam ser protegidos.
“Como a gente vai preservar aquilo que a gente não conhece? A gente vai preservar aquilo que a gente conhece e, a partir de conhecer, você ama”, afirmou Isabelle durante o debate.
Segundo ela, a defesa da Amazônia não deve estar baseada apenas em números, pesquisas científicas e dados ambientais, embora esses elementos sejam essenciais para compreender os desafios da conservação. A conexão afetiva com a floresta também tem papel fundamental para mobilizar a sociedade.
Cultura como caminho para aproximar pessoas da floresta
Durante a conversa, foi ressaltado que a cultura e a economia criativa podem atuar como ferramentas estratégicas para levar a mensagem da preservação ambiental a novos públicos, especialmente entre os jovens.
A floresta, além de representar um dos maiores patrimônios naturais do planeta, também é espaço de vida, trabalho e inspiração para milhares de artistas, produtores culturais e comunidades que utilizam diferentes formas de expressão para contar histórias da Amazônia.
Por meio da música, da arte, das manifestações culturais e da criatividade, esses agentes ajudam a ampliar o conhecimento sobre a realidade de quem vive no território amazônico e reforçam a importância da conservação ambiental.
Emoção e conhecimento como aliados da sustentabilidade
A discussão destacou que a transformação necessária para enfrentar os desafios ambientais passa pela união entre ciência, conhecimento tradicional, cultura e emoção.
Ao despertar sentimentos e criar identificação, a arte pode contribuir para que mais pessoas compreendam a importância da biodiversidade e se tornem participantes ativos na construção de um futuro sustentável.
A reflexão deixada pelo encontro é que conhecer é um dos primeiros passos para valorizar e proteger. E, nesse processo, a arte se apresenta como uma ponte entre pessoas, territórios e a natureza.





































