
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou publicamente o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após declarações feitas por Zema sobre áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu nas redes sociais, onde Carlos afirmou que o político mineiro estaria ultrapassando limites ao comentar o caso.
A polêmica surgiu depois da divulgação de conversas relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, nas quais Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos para financiar a produção do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a repercussão, Zema publicou mensagem defendendo coerência e credibilidade na política, afirmando que práticas criticadas em adversários não deveriam ser reproduzidas por aliados ideológicos. A declaração provocou reação direta de Carlos Bolsonaro, que respondeu com críticas contundentes ao ex-governador.
Paralelamente, a Polícia Federal investiga se recursos ligados a Vorcaro teriam sido utilizados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O objetivo é esclarecer o destino dos valores associados ao projeto audiovisual.
Flávio Bolsonaro confirmou a existência de aportes financeiros de Vorcaro, mas negou qualquer relação entre os recursos e despesas de Eduardo no exterior. Segundo o senador, o dinheiro foi direcionado exclusivamente ao filme Dark Horse, dentro de um modelo de investimento privado com expectativa de retorno financeiro, sem uso de incentivos públicos.
Já o deputado Mario Frias (PL-SP), produtor executivo do documentário, declarou que a captação ocorreu majoritariamente em 2024 e informou que o orçamento da produção ficou abaixo do inicialmente previsto. A fala ocorre após declarações anteriores em que havia afirmado não haver participação financeira de Vorcaro no projeto.



































