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Arroz e óleo arrancam o couro do consumidor: por quê?

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Quem foi ao supermercado nos últimos dias levou um susto: itens que compõem a refeição básica do brasileiro – como o arroz, feijão, óleo de soja e carne – tiveram um aumento significativo nos preços. Em alguns estabelecimentos, o pacote de arroz de 5 quilos, geralmente vendido a mais ou menos R$15, bateu os R$ 40.

O exemplo acima é extremo mas reflete o que anda acontecendo no bolso do brasileiro: o preço da comida subiu. Nos últimos 12 meses, o aumento dos alimentos ficou em 8,83%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O dólar está alto

O valor do dólar faz com que diversos produtores optem por exportar (vender para outros países) seus produtos, em vez de oferecer o item no mercado nacional. Ao exportar, eles recebem em moeda americana.

Na prática, para que as empresas brasileiras consigam manter os alimentos aqui, é necessário pagar mais, e este valor acaba refletindo no bolso do consumidor.

Aumento de consumo

O auxílio emergencial de R$600 é um dos fatores que estimulou o consumo. A maioria dos beneficiários compr comida com a ajuda.

E o óleo de soja?

O preço de outro item básico da alimentação chamou a atenção dos brasileiros: o óleo de soja. Segundo a Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o produto ficou mais caro em 17 capitais do país em setembro de 2020. Entre elas, destacam-se Rio de Janeiro (aumento de 22,4%) e Porto Alegre (aumento de 21,1%) e São Paulo.

Na capital paulista, o preço por do litro quase dobrou, chegando aos R$6. De acordo com o IBGE, na média, o óleo de soja subiu 18,6% este ano.

O óleo é derivado da soja, como o próprio nome sugere. E a soja é o produto que o Brasil mais exporta. Por isso, existe uma espécie de “disputa” pela mercadoria entre exportadores e indústrias brasileiras.

O preços vão permanecer assim por muito tempo?

De acordo com o Instituto Brasileiro da Economia, se o valor do dólar continuar alto, a resposta é sim. A organização prevê, no total, aumento entre 8,5% e 9% no preço dos alimentos este ano.

Com informações do Nubank

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