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Acusado de assédio moral e sexual na Rede Amazônica, diretor rebate repórter: “Pessoa tóxica”
Treta nacional

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Após ser acusado nacionalmente pela jornalista Ellen Ferreira de assédio sexual e moral dentro da redação da Rede Amazônica de Roraima, o ex-diretor Edison Castro resolveu se defender. Em entrevista para o UOL ele negou as acusações, disse que a repórter está inventando e a desafio a provar as graves acusações; “Eu fui para lá fazer um raio-x e identifiquei pelo menos meia dúzia de pessoas, entre elas a Ellen, que não tinham mais condições de ficar. Eram pessoas tóxicas, venenosas, que inventavam coisas. Desafio ela e qualquer pessoa a falar de assédio sexual ou moral, de provar qualquer coisa, porque não é o meu perfil isso.”.

Ellen afirma ter provas e testemunhas do que diz

Ellen afirmou que o ex-diretor era conhecido como o João de Deus da redação e que tem certeza ter sido demitida por denunciar o ex-chefe. “Assédio sexual nunca! Eu não entro nisso. Eu tenho meninas de lá que me adoram e sabem do respeito que eu sempre tive. Com a Ellen eu mal conversava. Cumprimentava ‘bom dia’, ‘boa tarde’, mas era uma pessoa difícil”, rebateu.

Na época a Globo foi informada e respondeu dizendo que não concorda com esse tipo de atitude, mas que a investigação fica a cargo das filias. Os dois não trabalham mais na Rede Amazônica. O Ministério Público do Trabalho investiga o caso. Há outras denúncias contra Edison.

Edison afirma que apresentar o JN foi o estopim para a arrogância de Ellen explodir.

O acusado enviou uma nota para o UOL se defendendo:

“Para fins de esclarecimento a respeito da criminosa campanha difamatória desencadeada por Ellen Ferreira é necessário fazer algumas considerações. Tenho mais de 30 anos de história no jornalismo e tive o dissabor de acompanhar o emblemático caso ‘Escola Base’, onde inocentes tiveram a vida dilacerada pela cobertura precipitada e parcial de um jornalismo de emboscada e sensacionalista que, aliás, nunca pratiquei. Os meus mais de 30 anos de jornalismo se pautam na honestidade, retidão de caráter e principalmente ética. Testemunhos de colegas a respeito de minha honestidade não faltam e têm sido de extrema importância, pois me confortam nesse verdadeiro linchamento a que estou sendo submetido. Tivessem os sites e portais de notícias que replicam matéria produzida de forma unilateral algum senso ético e de que estão sujeitos a reparar os danos, teriam tido a preocupação de respeitar a primeira regra do jornalismo: escutar o outro lado. Mas não! Na competição da atenção do público transformam em entretenimento o linchamento moral, como algo divertido a ser consumido.

Há quem viva disso e são aqueles tipos que não se surpreendem diante de ‘Oficiais de Justiça’ e ‘Citações Judiciais’, que o público sabe muito bem identificar.

Quando fui indicado pela Rede Globo, em agosto do ano passado, para trabalhar na sua afiliada Rede Amazônica Roraima, recebi a missão de identificar e corrigir problemas. Quanto a Ellen Ferreira, seu comportamento era notório em toda a redação. Não fui o único colega a sofrer suas ameaças e a ida à bancada do ‘Jornal Nacional’, no ano passado, potencializou sua arrogância e agressividade, que culminaram, recentemente, em sua demissão.

Buscarei a reparação civil e responsabilidade criminal na medida da culpabilidade de cada um dos responsáveis e meios de comunicação que estão promovendo esta verdadeira execução pública do meu caráter. Tenho plena convicção de que a verdade vai prevalecer, a mesma que me convence de que esta nota de esclarecimento não receberá de sites irresponsáveis a mesma atenção que recebeu a matéria a meu respeito. Lamentavelmente!”.

 

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