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Dona “Graça da feira” a mãe que alimentou várias bocas em Iranduba
Dona Gracimar faleceu no dia 16 de abril, vítima de Covid-19, deixando 3 filhos, 10 netos e uma bisneta

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IN MEMORIAN

“O nome da minha mãe é Gracimar Cruz de Souza, mais conhecida como “Graça Souza ou Graça da feira” trabalhou mais da metade da vida na feira do produtor em Iranduba, desde a fundação da primeira feira. 

Ela nasceu no dia 7 de outubro de 1964, casou cedo, aos 15 anos teve seu primeiro filho, e em seguida os outros dois, Raimundo Marcio Cruz de Souza, o “Marquinhos”, Rondinele Cruz de Souza, o “Rodi” e eu Hélio Cruz de Souza, o caçula, se separando aos 20 anos. 

Desde cedo ela batalhou muito, sempre se virou para sustentar os filhos, é irandubense de sangue, ela também morrou em Manaus, mas devido as circustância do destino retornou para a cidade onde nasceu. Aqui ela contou com a ajuda da dona Gracilene, esposa do senhor “Chico Vaca”, a gente chama ela de tia com todo respeito. Ela doou uma banca na antiga feira na Estrada da Várzea e assim minha mãe conseguiu se levantar.  Com seu próprio empreendimento, lanche e restaurante. Depois a feira se mudou por várias vezes, e ela sempre acompanhando e disposta a trabalhar. 

Era a primeira a chegar na feira e uma das últimas a sair. Chegava as 3h da madrugada todos os dias. 

Com todas as dificuldades da vida era feliz e fazia as pessoas felizes também. Aonde ela estava a alegria era constante. 

Tinha um amor pela vida. Uma compaixão muito grande pelo próximo. Ajudava moradores de rua e as pessoas mais necessitadas. Ela dava lanche e sopa de coração, sem cobrar um centavo. Ela sempre soube que a recompensa vem de Deus. 

Muito temente a Deus, ela foi uma mulher muito honesta, sempre honrou seus compromissos até o último dia de sua vida. 

A vida dela era o trabalho e cuidar da nossa avó, mãe dela. 

O seu maior sonho era ver os três filhos bem, saudavéis e com suas famílias em suas casas.

Foto: Arquivo Pessoal

Cumpriu seu papel, foi mãe e pai, suportando e superrando todas as dificuldades da vida.

Amiga carne e unha, inseparavel da sua prima Francisca, conhecida como “Nené”, foram companheiras lado a lado. 

Ela simplismente foi surpreendente, uma guerreira, batalhadora, mãe, amiga, companheira exemplar e até hoje as pessoas sentem falta dela pelo carisma e amor que ela passava. 

Amava os netos com toda a força do seu ser.”

Memoria enviada pelo filho mais novo Hélio Cruz de Souza. Dona Gracimar faleceu no dia 16 de abril de 2020, vítima de Covid-19, deixando 3 filhos, 10 netos e uma bisneta.

 

 

 

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