Início Cidade FCecon passa a oferecer hipnoterapia como recurso terapêutico

FCecon passa a oferecer hipnoterapia como recurso terapêutico

551
Foto: Reprodução/Internet

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) passou a oferecer, desde o mês de novembro, a hipnoterapia como recurso terapêutico no combate à dor do paciente com câncer. A nova terapia funciona de forma complementar às já disponibilizadas por meio do serviço de Psicologia.

A hipnoterapia é um conjunto de técnicas que pelo relaxamento, concentração induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado que permite alterar comportamentos indesejados. A hipnose é uma das Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde (MS) – tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão.

“Queremos resgatar a vontade do paciente de passar pelo tratamento e acolher os familiares nesse processo”.

Conforme o hipnoterapeuta e farmacêutico, Thiago Aguiar de Sousa, a hipnose não se restringe apenas ao tratamento da dor, uma vez que há diversas aplicações. De acordo com ele, a terapia pode ser utilizada contra crises de pânico, insônia e problemas ocasionados por conflitos emocionais. “Na FCecon, queremos resgatar a vontade do paciente de passar pelo tratamento e acolher os familiares nesse processo”, afirmou.

Para que se tenha êxito durante o processo de hipnose, segundo Thiago Sousa, os pacientes precisam entender a terapia e aceitar o tratamento. Assim, sempre na primeira sessão, é explicado sobre o funcionamento do cérebro e da hipnose para se desfazer mitos que possam existir.

Aceitação – Os pacientes e familiares têm recebido bem o tratamento. É o caso da estudante de Enfermagem, Maria Luiza Castro Barbosa, de 20 anos, que passou a ter crises de pânico após ter o pai diagnosticado com mieloma múltiplo – câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias.

Conforme Maria Luiza, as crises de pânico iniciaram no segundo semestre de 2017, após a primeira internação do pai. “Tinha duas, às vezes, três crises ao dia. Vivia com medo e angustiada. Não conseguia respirar, sentia as mãos e os pés formigando e chorava muito”, contou.

Maria Luiza confessou que não acreditava em hipnose antes desse primeiro contato, mas o desejo de superar as crises de pânico foi maior. “A experiência que vivi foi extraordinária. Ele (Thiago Sousa) me fez entender meus sentimentos e porque os estava sentindo. Desde então não tenho mais crises, o que tem sido muito bom. Acho linda a iniciativa da Fundação em ajudar outras pessoas”, parabenizou.

Atendimento – O serviço é oferecido durante uma semana por mês – segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia –, sendo a demanda espontânea. São atendidos pacientes internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), enfermarias, além de acompanhantes de pacientes.

Sessões – Durante as sessões, segundo o hipnoterapeuta, os pacientes e/ou acompanhantes passam pelo processo de regressão com objetivo de identificar o primeiro momento em que o problema ocorreu e, assim, ressignificá-lo. “Ao final, a melhora é perceptível na fisionomia da pessoa. É uma mudança significativa em um curto espaço de tempo”, disse.

Monitoramento – Os pacientes que passam por hipnose são monitorados pelo serviço de Psicologia, cujo objetivo é estabelecer métricas e verificar se houve resultado.

Artigo anteriorNova ferramenta de denúncias é lançada no portal da Seap
Próximo artigoExpedição da Agricultura Familiar coloca em evidência atividades produtivas do interior

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui