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Horror na Nilton Lins: sem atendimento, sem o corpo da mãe e sem respeito
Imagens da família implorando atendimento viralizaram nas redes sociais

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“Não queriam liberar o corpo dela. Alegavam que ela não tinha dado entrada no hospital, não havia nenhuma Amália Ribeiro e renegando que ela não tinha morrido naquele hospital ‘maldito’. Minha mãe faleceu, sim, na porta do hospital pois não quiseram atendê-lá”. As palavras são de Paula Ribeiro, filha da dona de casa Amália Brandão, 53 anos, que morreu de coronavírus em Manaus.

A filmagem da família implorando atendimento na porta do hospital Nilton Lins viralizou nas redes sociais. Depois de muito suplicar, a família conseguiu colocar Amália para dentro, mas já era tarde. Após perder a mãe, nova tragédia: trocaram o corpo e entregaram o de um homem.

Paula afirma que o hospital a acusa de entregar documentos falsos, “Hoje estão afirmando [estado] que o vídeo é falso, que minha mãe chegou morta, que a documentação que tenho, é falsa, sendo que tem o carimbo da assistente social”, disse em entrevista ao G1.  “Perdi o meu bem mais precioso: minha mãe. Ela me deixou junto ao irmão, de 14 anos, pois morávamos com ela”

E nem na hora do sepultamento a família teve paz. “Trocaram o corpo da minha mãe, mas o meu cunhado com minha irmã, puderam ver pelo peso e altura, que não era ela. Só tivemos certeza que era o corpo dela quando pedi para abrir e tive certeza que estava enterrando a minha mãe”, disse.

Amália foi sepultada nesta sexta-feira, no Tarumã.

Paula, uma filha em desespero.

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