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Vereadora faz apelo às patroas por mais empatia e sensibilidade nas relações com as empregadas 

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Nesta segunda-feira, 8, a vereadora e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na CMM, Mirtes Salles, (Republicanos) usou a tribuna virtual para lamentar a morte do pequeno Miguel de Souza, de apenas 5 anos, e fez um apelo para que patrões tenham mais sensibilidade e empatia nas relações com empregados domésticos, nesta época de enfrentamento a pandemia do coronavírus.

A criança morreu na última terça-feira, após cair do nono andar de um prédio de luxo, em Recife. No momento do acidente, ele tinha sido deixado pela mãe, que é empregada doméstica e estava passeando com os cachorros dos patrões, aos cuidados de Sari Real, que é primeira dama de Tamandaré.

“Pelo fato de a mãe não ter com quem deixá-lo, ela levou a criança para que pudesse executar suas funções, em plena pandemia. Eu me preocupo com o amparo para essas mães, porque elas precisam trabalhar, elas precisam de estrutura, elas precisam que seus filhos tenham direito a creches. Nesse período da pandemia as creches e escolas não estão abertas, então é fundamental que nós, que temos uma situação mais privilegiada, possamos negociar com os empregados domésticos para que ninguém fique prejudicado e, principalmente, para que vidas sejam preservadas, principalmente de crianças inocentes.”, observou a vereadora.

Na ocasião, Mirtes também comentou o caso do pai que foi preso por agredir o filho – um bebê de apenas dois anos – e postar as agressões nas redes sociais. O fato aconteceu na última sexta-feira, aqui em Manaus, e causou revolta nas pessoas que assistiram o vídeo.
“Esse caso é muito triste e eu faço um apelo ao prefeito para que aumente o número de creches no nosso município, para que as mães possam trabalhar tranquilas”, salientou a parlamentar.

Atualmente Manaus possui 19 creches públicas municipais. De acordo com a assessorial da prefeitura, elas atendem 50 mil crianças de até 5 anos, mas as atividades estão suspensas, devido a pandemia, o que traz consequências mais graves para famílias pobres.

De acordo com o Fundo Das Nações Unidas para Infância (Unicef), ficar longe da escola expõe crianças pobres a riscos maiores de violência física e psicológica, exploração sexual e abandono dos estudos.

*Com informações da assessoria 

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