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‘A partir de agora nenhum professor tem a obrigação de ir para a escola’, diz Asprom Sindical
Greve na educação

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Na manhã desta terça-feira (11), professores de Manaus estiveram na frente da Sede do Governo, localizado no bairro da Compensa, Zona Oeste. De acordo com eles, não há possibilidades das aulas retornarem neste momento por conta da pandemia do novo Coronavírus. Eles também pedem audiência com o governador Wilson Lima. Ontem (10), o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical), fez o anuncio de Greve Geral para a categoria.

“Nós temos que preservar a vida. Não há possibilidade de retornarmos para as salas de aula. Nossos alunos correm perigo. A gente corre perigo. A pandemia não terminou e ontem no Jornal Nacional, foi comprovado isso, o Amazonas voltou a registrar novos casos de Covid-19, ou seja, foi revelado a verdade. Estamos voltando para o vermelho. E o governo não quer ver isso”, disse o professor Lambert, um dos representantes da categoria.

“Mais uma vez o governador de mostrou uma pessoa autoritária e intransigente, quando determinou de forma unilateral os retornos presenciais das escolas do ensino médio. A comunidade escolar, os professores, os funcionários da educação e os pais não concordam com isso. Mas, o governo utilizou de uma pesquisa manipulada para tentar induzir a sociedade”, continuou o educador.

Ainda de acordo com o professor a greve será por tempo indeterminado e legal. “Hoje, nós viemos fazer a comunicação formal para o governo de que a greve foi instalada. E que a partir de agora nenhum professor tem a obrigação de ir para a escola. Todos estão respaldados pela Lei de Greve, que é por tempo indeterminado e em defesa da vida e contra o retorno precipitado do retorno das aulas. Nós queremos que o Governador nos receba. Abra um dialogo para que a gente encerre esse empasse de maneira segura para todos”.

“Nossa proposta e que o governo tem que defender vidas, coisa que o governo não tem se preocupado. Nesse sentido só é possível retornar totalmente as atividades quando a pandemia estiver controlada tanto na capital quanto no interior do Amazonas”, finalizou Lambert.

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