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EXCLUSIVO: Professora denuncia Seduc por não aceitar laudo de comorbidade 
Luta pela vida dentro das escolas de Manaus

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*A professora do ensino fundamental Viviane Mendes Couto, de 35 anos, que leciona na Escola Estadual Bernadete Trindade da Rocha, procurou o Portal Repórter Manaós nesta sexta-feira para fazer uma grave denúncia contra a Seduc. Ela afirma que a secretaria não está aceitando seu laudo de comorbidade, conforme determinou a Justiça, e que se vê obrigada a voltar para a sala de aula correndo o risco de pegar Covid e morrer. Ela tem Fibromialgia, não pode estar em sala de aula, mas não consegue fazer a Seduc receber seu atestado assinado por um médico.

“Eu tomo 5 remédios controlados por dia e hoje fui protocolar meu atestado de comorbidade. Ficaram me passando de setor para setor, no final, pediram data. Como se eu estive pedindo afastamento do trabalho. Eu custeio todo meu tratamento, são remédios, laudos e mais laudos. Na primeira vez eles [Seduc] queriam somente laudo com a comorbidade. Depois laudo com comorbidade e especificando trabalho em home office. Depois, laudo com data. O problema que os médicos não colocam laudo com data porque comorbidade não tem dia e nem hora para acabar.  A Seduc fica fazendo o professor de palhaço”, relatou Viviane.

Ainda de acordo com a denunciante, o Estado não está cumprindo a liminar dando direito de proteção à saúde de professores em situação de risco. “Na segunda-feira (21) saiu uma liminar do Tribunal Superior dando ganho de causa para os professores. Mas até agora não recebem o nosso laudo. Ficam exigindo data de afastamento. Não cumprem as ordens da Justiça. Brincam com a vida do professor. Nos jogam para morte!”.

Receitas e medicação controlada que a professora faz uso diariamente – Foto: Arquivo pessoal

A educadora finalizou a denuncia relatando que adquiriu a cormormidade em exercício do trabalho durante todos esses anos. “Já sou readaptada por conta disso, custeio todo o meu tratamento, ainda sou impedida de ter o meu direito em trabalhar em segurança. Não me sinto segura em voltar para a escola, as escolas da Seduc se tornaram foco de contaminação e eu tenho como provar isso. Temos de 15 a 20 professores contaminados, as sanitizacões que são feitas não resolvem mais. O vírus se tornou comunitário. Somos a classe invisível e sem voz. Querem nos calar a todo custo. E pelo visto, nos jogando dentro do campo de concentração que se tornou as escolas. Clamando pois estamos morrendo e ficando sequelados com as consequências desse vírus maldito. O governo e o secretário mentem e não pensam no interesse coletivo”.

Veja o vídeo da denúncia; 

 

Viviane apresentou o print de reunião no dia (9) deste mês, onde participaram o Secretário de Educação Luiz Fabian e professores representantes do Sindicato, onde ele afirma que somente a apresentação do laudo de comorbidade era suficiente para o profissional da educação.

Retorno às aulas presenciais do Ensino Fundamental

Nesta quinta-feira (24), o governador do Amazonas Wilsom Lima determinou para o dia 30 de setembro a retomada das aulas presenciais do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), na rede pública estadual de ensino da capital. Ao todo, retornarão às atividades 107 escolas, totalizando mais de 111 mil alunos da rede pública estadual e 3 mil professores.

Governo defendeu volta às aulas nesta quinta-feira (24).

Wilson Lima destacou que serão tomadas todas as medidas de segurança para o enfretamendo do Covid-19 nas escolas e que o retorno será de forma híbrida, parte presencial e parte virtual, pelo programa ‘Aula em Casa’. Os alunos irão duas vezes por semana às escolas, que estão preparadas com pias, álcool em gel, tapetes sanitizantes, vão receber máscaras.

*Até o momento a Seduc não nos enviou resposta sobre esse caso. Mas o espaço segue aberto.

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