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Homens afirmam terem sido abusados por assistente de João de Deus

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João Teixeira de Farias, médium conhecido como João de Deus, na Casa Dom Inácio de Loyola.

Três homens afiram terem sido abusados por Sebastião de Lima, o escudeiro número de 1 de João de Deus, dentro da casa Casa de Dom Inácio de Loyola, onde o então líder espiritual fazia seu atendimentos, em Goiás. Tiãozinho é acusado de fazer com eles as mesmas atrocidades que o patrão fez com as mulheres que os denunciaram e o levaram para a cadeia. As informações são do site Metrópoles.

“Três ex-funcionários da Casa confirmam que os assédios aconteceram e que, durante as décadas de 1990, 2000 e 2010, foram comentados entre sussurros por quem trabalhava ao lado do líder místico.”, diz a denúncia publicada neste domingo.

Sebastião de Lima negou, assim como foram negadas as acuações feitas por 300 mulheres. “Ele colocou um lençol branco por cima e explicou que o tratamento teria que ser feito pelo órgão sexual, a cura seria feita por ali, porque foi ali que o vírus entrou. Como ele ficou muito encostado na maca, ninguém percebeu o que ele estava fazendo. Ele disse: ‘Abre sua calça devagarinho, que eu vou precisar segurar o seu pênis para realizar o seu tratamento, porque foi por onde você se contaminou, então vai ter de ser por onde vai ser feita a cura, a limpeza, o tratamento.’ Ele ficou segurando o meu pênis, não lembro por quanto tempo, mas disse que eu precisaria ficar em prece o tempo todo.”, diz um dos denunciantes.

No relato do denunciante, Tiãozinho era o homem que dava acesso a João de Deus.  “Ele era a pessoa que tinha acesso ao ‘Seu’ João. Ele tinha a chave para o paraíso”.

O advogado Jorge Barbosa Lobato afirma que seu cliente nega. “O Sr. Sebastião, nos 40 anos em que esteve junto à Casa de Dom Inácio, sempre atuou como vendedor de chaveiros e terços, jamais tendo atuado como empregado da Casa, participando de rituais de cura, ou recebendo entidades, logo, cai por terra tal alegação, pois o Sr. Sebastião nunca se propôs a operar curas ou sequer participou de rituais ou cirurgias mediúnicas.”

Apesar de fazerem a denúncia ao Metrópoles, não há registro de denúncia oficial na polícia. A cada de João de Deus continua funcionando, mesmo sem ele e com menos procura.

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