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Indígena que denunciou caos na saúde do Amazonas, morre em UTI de Manaus

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Aldevan Brazão Elias, de 46 anos, da etnia Baniwa, do Alto Rio Negro, agente de endemias da FVS, morreu neste sábado com sintomas da Covid-19. Com pulmão comprometido, ele faleceu dias após denunciar em suas redes sociais o caos na saúde do Estado que ele conhecia tão bem.

Apesar de ter todos os sintomas e de ser profissional da linha de frente, ele não conseguiu fazer o teste. Desde o dia 11 tentando fazer o teste, sem sucesso, acabou internado no Tropical, onde faleceu. No dia 13 chegou na Unidade Básica de Saúde (UBS) Sávio Belota, na zona norte de Manaus, não foi submetido ao teste para o novo coronavírus. “Na UBS, fizeram um raio-x nele e deu uma mancha no pulmão. Ele estava doente, com sintomas de Covid-19 ou virose há mais de uma semana. Tomava remédio e passava, ele ia trabalhar assim mesmo. Nessa semana, agravou mais um pouco”, contou o irmão dele, André Brazão, em entrevista à Agência Amazônia Real.

“Na sexta-feira (17), ele retornou à UBS, já num estado muito ruim. Estava muito cansado, a respiração estava falhando e dor no corpo. O Samu transferiu ele lá para o João Lúcio, onde ele fez uma tomografia do pulmão; passou o dia em observação. A tomografia acusou que ele estava com Covid-19”.

De acordo com a entrevista de André á agência, os dois se falaram na sexta-feira (17). “Ele disse: ‘eu estou ruinzão, mano! Eu estou mal’ e começou a tossir. Mas eu falei: ‘não, isso vai melhorar’! Tu tomaste algum medicamento e está reagindo, isso vai melhorar. Mas manda notícias pra mim. Ele disse: ‘está bom’”. André só foi transferido para a Fundação de Medicina Tropical no sábado, por volta do meio dia. Já era tarde demais.

“Tínhamos esperança de que ele ia melhorar, mas aconteceu o pior, infelizmente. Estamos transtornados. A gente não acredita que isso aconteceu, não acredita que isso é real”, afirmou. Aldevan Baniwa foi sepultado neste domingo, no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, na zona oeste de Manaus.

 

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