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Professores denunciam Seduc por coação: “Estamos entre a cruz e a espada”
A polêmica da volta às aulas

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Continuar em sala de aula, mesmo correndo o risco de pegar coronavírus, ou aderir à paralisação e ter o salário descontando em plena pandemia? Eis a questão para os educadores da rede Estadual do Amazonas, que desde o dia 10 lidam com a responsabilidade de ensinar, controlar alunos e dominar a ansiedade. Nesta terça-feira 1º, parte da categoria foi às ruas do Centro de Manaus, pedir a paralisação das  atividades.

Professores entre a cruz e a espada

Na visão dos professores falta transparência por parte da Seduc, falta diálogo, faltam EPIs, falta bom senso. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam) afirma que muitos educadores se sentem com medo de aderiar à paralisação. “Nós não estamos bricando de trabalhar. Nós estamos lutando por nossoas vidas”, afirma a presidente, professora Ana Crisitna Rodrigues.

Protestos em série na cidade

A professora Gleice Oliveira, educadora na zona Leste, e uma das que defende as aulas remotas, ressalta o medo do coronavírus e do que considera autoritarismo da Seduc. “Por um lado, o medo de faltar e ser descontado porque já temos um salário tremendamente desvalorizado e quaisquer descontos fazem falta. Ainda mais que nesse período de pandemia tudo aumentou, principalmente a comida. Por outro lado, há o medo de voltar pra escola e se contaminar. Professores e alunos foram jogados nas escolas sem infra, sem EPIs, o que o governo chamou de KIT continha apenas uma única máscara insuficiente e vagabunda. quando um kit deveria conter 1 cx de luvas, 20 máscaras, álcool gel 500ml, distribuídos semanalmente. A preocupação em usar um transporte coletivo que é superlotado, sucateado e foco de difusão de vírus. A categoria se sente entre a cruz e a espada. ”

SEDUC REBATE

Já para o governo do Amazonas, há um exagero por parte dos professores. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) ampliou a equipe de realização de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19, que passará a contar com mais 20 técnicos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Por meio dessa medida, espera-se chegar aos 600 atendimentos diários no Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo), local onde está concentrada a realização dos testes voltados aos profissionais da educação da rede estadual.

Material da Seduc afirma que está tudo bem

A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, reforça que a realização dos testes foi planejada cumprindo os protocolos de segurança e prevenção à Covid-19, evitando também aglomeração de pessoas. “Advertimos para que a pessoa não falte à testagem e fique atenta ao horário de agendamento, não sendo necessário chegar antes do horário agendado para evitar aglomeração”, afirmou.

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