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Jornalista da Rede Amazônica afirma que foi demitida por denunciar assédio na empresa

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A jornalista da Rede Amazônica de Roraima, Ellen Ferreira, ganhou a mídia nacional nesta quinta-feira, após denunciar que foi demitida da emissora hoje pela manhã após voltar ao trabalho recuperada da Covid-19. De acordo com a profissional, que é natural do Pará, a demissão aconteceu por ela ter denunciado ter sido vítima de assédio por parte de um direito da emissora filial da sede de Manaus.

Em entrevista ao jornalista Leo Dias, do Metrópoles, ela contou sua versão.

Segundo a publicação, depois de se recuperar da Covid-19, que contraiu no início do mês, Ellen foi chamada nesta quinta-feira à sede da afiliada à Rede Globo em Roraima, a Rede Amazônica Boa Vista, acreditando que voltaria ao trabalho. No entanto, foi surpreendida com papéis de demissão já prontos. A direção teria alegado reestruturação para justificar a demissão e acusou o direito de ser um doente.

“Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera [Goiás] chegou a tentar se matar por causa dele. Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia.”.

Ellen afirma que adoeceu de ansiedade por causa do diretor. “Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de o João de Deus da redação. Havia gente que desejava bater nele”.

FALTA DE APOIO DA REDE AMAZÔNICA

Sufocada e sem apoio da Rede Amazônica ela mandou e-mail para o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel. Ellen apresentou o Jornal Nacional no rodízio feito pela emissora carioca nos 50 anos de JN. Com dossiê e denúncia de outros colegas, o direito foi demitido no dia 29 de junho, segundo Ellen.

Mas de nada adiantou, ela afirma. “Meu sonho foi interrompido. Eu estava escalada para apresentar o Jornal Nacional mais duas vezes esse ano, mas foi adiado por conta da pandemia. Agora, estou demitida. Eu lutei por uma equipe. Fiz o que foi necessário para acabar com aquela palhaçada e faria de novo. Acabaram com meu sonho, mas eu tenho saúde e vou conseguir me recuperar”.

Até a publicação desta matéria a Rede Amazônica não se pronunciou.

 

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