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ANTECIPAÇÃO DE CAMPANHA CONTRA INFLUENZA DEPENDE DE PRODUÇÃO DE VACINA

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A Prefeitura de Manaus aguarda a resposta do Ministério da Saúde à solicitação feita na segunda-feira, 25/2, pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, por intermédio da bancada federal, em Brasília, de antecipação da Campanha Nacional Contra a Gripe na capital para março e não abril, como acontece anualmente. O senador Plínio Valério (PSDB/AM) já realizou contato direto com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que se mostrou favorável a proposta, mas informou que a antecipação da campanha está condicionada à produção das vacinas pelo Instituto Butantan, que já trabalha na fabricação.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a vacina contra a influenza não é imunológico de rotina, por isso não fica disponível, no restante do ano, nas 183 salas de vacinação da Semsa. “Ela é disponibilizada apenas durante a Campanha Nacional contra a Gripe, que geralmente acontece nos meses de abril e maio. A composição da vacina da Influenza é alterada anualmente de acordo com os vírus que circularam no ano anterior, considerando virulência e capacidade de disseminação. O monitoramento dos vírus circulantes é realizado pela rede mundial de Unidades Sentinelas”, destaca Magaldi.

Prioridade

A vacina é ofertada, exclusivamente, para o público prioritário, que são crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, indígenas aldeados, idosos, professores da rede pública/privada e portadores de doenças crônicas.

Para o público restante, a orientação é observar os cuidados com a prevenção e, em caso de suspeita de contágio, procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa para passar por avaliação médica. Em caso de confirmação, a pessoa é encaminhada a uma das 23 unidades de referência para receber a medicação antiviral, o Tamiflu.

No ano passado, a Semsa recebeu 450 mil doses da vacina para atender a meta de vacinar 363 mil pessoas, número que se aproxima de 400 mil se considerados os casos de comorbidade, que é a existência de duas ou mais doenças simultaneamente na mesma pessoa, como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca entre outras. Mesmo com todos os esforços, o município de Manaus conseguiu alcançar a meta em três grupos prioritários: idosos, puérperas, indígenas e professores, superando 90% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Os demais grupos, tais como crianças, gestantes e profissionais de saúde ficaram abaixo da meta prevista, totalizando 88,45%.

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Texto: Sandra Monteiro / Semsa

Foto: Marinho Ramos / Semcom

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