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No Amazonas, mãe perde filho no parto, dois meses depois encontra e amamenta bebê jogado no mato

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Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Não existe amor e dom mais lindo do quer ser mãe, não é mesmo? Porém, algumas mulheres não nasceram com a capacidade e o sentimento pela maternidade, outras, por medo, ou por não ter condições financeiras acabam tomando medidas drásticas e revoltando a todos, principalmente, mulheres que perderam ou que não podem gerar em seu ventre os próprios filhos.

Mas, em Urucará, município distante cerca de 260 quilômetros de Manaus, uma linda história de amor e instinto está viralizando nas redes sociais. Uma jovem enfermeira, identificada como Terelyn Castro, de 25 anos, que perdeu o filho há dois meses, salvou a vida de um bebê do sexo masculino, encontrado por moradores, jogado em uma área de mata, na Comunidade Baixo Aparecida 2, daquela cidadezinha.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Com exclusividade Terelyn Castro, conversou com o jornalismo do Portal Repórter Manaós e falou da emoção de poder amamentar e ajudar uma criança em um momento tão delicado, mesmo estando ainda com o coração tão debilitado.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

“Quando eu vi o vídeo que encontraram a criança, comecei a chorar. Perdi meu filho muito recente, ontem fez 2 meses. Tinha todas as coisas dele. Pois já estava com nove meses quando ele faleceu. Naquela noite quando vi a notícia, me doeu muito, não acreditava que uma mãe tinha feito aquilo. Enfim, fui para o quarto onde ia ser do meu filho. Estava deitada na rede, chorando perto do berço e meu companheiro estava ao meu lado. Quando orei para Deus e conversando com Ele, questionei: Como alguém pode ser tão cruel?” confidenciou a jovem mãe enlutada.

Ainda segundo a jovem que está noiva, por volta de meia noite daquela sexta-feira (27) de setembro, ela fechou os olhos e sem ter a oportunidade de ver pessoalmente o semblante do filho que morreu ao nascer. “Eu vi o meu filho sorrindo para mim, um sorriso angelical e único. Foi a resposta de Deus. Eu precisava encontrar aquela criança e ajudar de alguma forma, foi então que arrumei algumas coisas do meu filho, coloquei na bolsa e pedi para o meu marido me levar até ao hospital”, afirmou a enfermeira.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Terelyn também contou ao chegar na unidade hospitalar não sabia do sexo do recém-nascido. “Foi uma surpresa muito grande. O meu coração se encheu de felicidade. No momento que vi a criança, ele estava dormindo, foi lindo demais. Me senti tão maravilhada com ele”, disse.

Na ocasião, a mãe do bebê abandonado já estava na unidade hospitalar, porém, segundo alguns enfermeiros, a jovem que não teve o nome divulgado para preservar a segurança, não poderia amamentar, pois não tinha leite materno.

Foi quando Terelyn viveu o momento tão sonhado, que infelizmente foi interrompido pelo destino. “Como eu reproduzi muito leite, a minha colega pediu para eu o amamentar. Até brinquei, falei que tinha que ir buscar a bombinha em casa para eu retirar. Elas falaram, dar do peito assim mesmo” contou emocionada.

“Então, peguei o pequeno Davi Lucas (nome dado pela minha colega e amiga, ENF. Rosa). Coloquei em meu colo e comecei a amamentar. Naquele momento foi um sentimento sem igual. Um sentimento único de muita emoção. O que meu filho não teve, ele teve o privilégio de ter, dei todo amor que tenho dentro de mim para essa criança guerreira”.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A mãe verdadeira do bebê confidenciou durante uma conversa com a enfermeira, que abandonou o filho porque estava com medo de ser expulsa da casa onde mora de favor. “Ela disse que estava com medo de ser expulsa, já que não é daqui. Mas isso não iria acontecer, pois a família com quem ela vive são pessoas boas. Ela não falou da gravidez e escondeu o tempo todo. Eles só desconfiavam e ela negava”, relevou a mãe para Terelyn.

Questionada pelo jornalismo do Portal Repórter Manaós sobre como estão as coisas agora com o passar dos dias e pelo afeto criado pela o pequeno ‘Davi Lucas’, a jovem contou que a criança já voltou para os braços da mãe biológica.

“Eu falei com ela ontem [domingo], eles estão bem e morando com a família que ela mora. Estamos ajudando a criança e a mãe”, relatou a jovem, que mesmo com todas as dificuldades para engravidar devido ser diagnosticada com ovários policísticos viver por nove meses os dias mais felizes da vida dela e que por alguns momentos pode sentir na pele a sensação de amamentar, mesmo que não fosse o filho legítimo.

Na rede social a jovem publicou, que fez isso para dar exemplo e também pela memória do bebê perdido. “Precisava fazer isso Por Deus e pelo bebê”, finalizou a jovem.

Veja o vídeo:

Por Suzana Martins

 

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